Disciplina de Desenvolvimento Territorial Sustentável integra a 5ª Escola de Verão e das Águas (EVA5)

12/02/2026 16:09

A disciplina Tópicos Especiais: Desenvolvimento Territorial Sustentável (PGA410063), vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas da Universidade Federal de Santa Catarina (PGA/UFSC), será ofertada em 2026 de forma híbrida e concentrada entre abril e maio, ocorrendo concomitantemente à 5ª Escola de Verão e das Águas (EVA5).

A EVA5 acontece entre os dias 9 de abril e 7 de maio de 2026, com encontros às terças e quintas-feiras, das 19h às 21h, com transmissão ao vivo pelo canal do YouTube do LEMATE/UFSC.


Formação acadêmica integrada à extensão universitária

Com carga horária de 45 horas-aula (3 créditos), a disciplina abrange estudos de pós-graduação, sendo  aberta para estudantes que estão cursando mestrado ou doutorado e para pessoas já graduadas em geral. A disciplina tem como proposta articular formação acadêmica, extensão universitária e debate público, aproveitando a programação da EVA como eixo central do processo formativo.

Em 2026, a Escola de Verão e das Águas tem como tema “Cooperativismo e ação coletiva nos processos de Desenvolvimento Territorial Sustentável”. O enfoque dialoga diretamente com os conteúdos da disciplina, promovendo reflexões sobre territórios rurais, organização social, políticas públicas, planejamento, qualidade de vida e estratégias coletivas de desenvolvimento.

O plano de ensino da disciplina, com a descrição dos objetivos, conteúdos, metodologia e critérios de avaliação, está disponível para consulta no link: Planos de ensino.


Inscrições e matrícula

A participação na disciplina Tópicos Especiais: Desenvolvimento Territorial Sustentável (PGA410063) requer, primeiramente, a matrícula formal na disciplina. Podem se inscrever acadêmicos do Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas (PGA/UFSC), bem como discentes de outros programas de pós-graduação da UFSC. Estudantes de outras universidades e pessoas com qualquer curso de graduação também podem se matricular na disciplina como alunos especiais (disciplina isolada). Todos os estudantes que concluírem a disciplina recebem certificados do PGA/UFSC, o que lhes possibilita validar seus créditos (3) na UFSC ou em outra universidade.  

  • Estudantes do PGA/UFSC devem seguir os procedimentos e período regular de matrícula (13 a 20 de fevereiro de 2026), por meio do link Matrícula alunos regulares.
  • Estudantes de outros programas de pós-graduação da UFSC devem realizar a matrícula do dia 13 de fevereiro até o dia 16 de março de 2026, conforme as orientações para disciplina isolada, por meio do link Orientações em disciplina isolada.
  • Para pessoas externas ou de outras instituições, de 2 de fevereiro a 16 de março, por e-mail – veja as orientações.

Além da matrícula na disciplina, é obrigatório que o(a) estudante também esteja inscrito(a) na 5ª Escola de Verão e das Águas (EVA5), uma vez que as atividades da disciplina ocorrem de forma concomitante à programação da Escola e algumas comunicações e materiais serão enviados somente aos inscritos na EVA5. As inscrições na EVA5 devem ser feitas até 16 de março de 2026, por meio do formulário on-line disponível em: Inscrições EVA5.

Inscrições abertas! “Cooperativismo e ação coletiva nos processos de Desenvolvimento Territorial Sustentável” é o tema da 5ª Escola de Verão e das Águas

02/02/2026 09:43

A “popularização da ciência” é o intuito da 5ª Escola de Verão e das Águas (EVA5) que será realizada de 09 de abril a 07 de maio de 2026, transmitida através do canal do Youtube do Laboratório da Multifuncionalidade Agrícola e do Território, da Universidade Federal de Santa Catarina (LEMATE/UFSC). 

A Escola de Verão e das Águas é um curso de extensão em formato de conferências on-line para fomentar e difundir o debate em torno das questões dos territórios, do meio rural, da qualidade de vida, do planejamento e do desenvolvimento. No ano de 2026, a EVA5 tem como tema o “Cooperativismo e ação coletiva nos processos de Desenvolvimento Territorial Sustentável”. As inscrições poderão ser realizadas a partir do dia 02 de fevereiro, até 16 de março através do link: Inscrições EVA5

As atividades da Escola de Verão e das Águas são destinadas aos atores territoriais, a estudantes de pós-graduação e graduação, professores, pesquisadores e ao público em geral que se identifica e atua na área do desenvolvimento territorial sustentável. 


INFORMAÇÕES GERAIS

Programação: Visualize aqui

Quando: 9 de abril a 7 de maio de 2026

Dias e horários: Terças e quintas-feiras, das 19h às 21h

Formato: Totalmente on-line e gratuito, com transmissão ao vivo pelo canal do YouTube do Lemate/UFSC

Certificação: Garantida aos participantes (mínimo de 75% de presença)

Inscreva-se AQUI!

Quem faz a EVA5 acontecer!

Além do LEMATE, do PET Educampo, do Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas (PPGA), da UFSC, são parceiros na construção da Escola de Verão e das Águas a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC), o Instituto Federal Catarinense (IFF – RIO DO SUL), o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC – SÃO MIGUEL DO OESTE), O Programa de Pós-Graduação em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Socioambiental, da Universidade do Estado de Santa Catarina (PPGPLAN-UDESC), a Fundação Araucária (Araucária – PR), o Programa de Pós-Graduação em Administração, da Universidade Estadual de Maringá (PPA-UEM), a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico Tecnológico do Maranhão (FAPEMA), o Núcleo de Extensão e Desenvolvimento, da Universidade Estadual do Maranhão (LABEX-UEMA), Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisa (FAPESPA), o Programa de Pós-Graduação em Agriculturas Amazônicas (PPGAA-UFPA), o Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares (INEAF-UFPA),  a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Cooperativa de Crédito Rural – SC (CREDISEARA), a Associação de Agroturismo Acolhida na Colônia, o Centro de Pesquisa para Agrifcultura Familiar da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (CEPAF/EPAGRI), o  Programa Mais Gestão, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o  Consórcio Intermunicipal Serra Catarinense (CISAMA), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)

13º Congresso Brasileiro de Agroecologia trouxe como destaque justiça climática e convivência com os territórios. Lemate marcou presença com seus trabalhos

28/10/2025 14:47

De 15 a 18 de outubro de 2025, a cidade de Juazeiro, Bahia, sediou o 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA), promovido pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA-Agroecologia) e pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). Com o tema “Agroecologia, Convivência com os Territórios Brasileiros e Justiça Climática”, o evento reuniu pesquisadores, agricultores, povos e comunidades tradicionais, estudantes e gestores públicos em um amplo espaço de intercâmbio de saberes.

O Congresso foi uma oportunidade única de diálogo entre diferentes saberes — científicos, populares, tradicionais e territoriais — fortalecendo a agroecologia como ciência, prática e movimento social. A ideia da organização do CBA foi permitir aos participantes o acesso a experiências de diversos biomas brasileiros e de diferentes escalas, favorecendo a conexão entre territórios e políticas públicas, especialmente no contexto de justiça climática e convivência sustentável. 

O formato policêntrico do evento — com painéis diversos, sessões autogestionadas e feiras de troca — fomentou a experimentação, a construção coletiva e a articulação entre movimentos sociais, academia, Estado e povos tradicionais, ressaltando a importância do cooperativismo e de políticas públicas como o Programa Mais Gestão, principalmente no campo da Agroecologia. A programação contemplou plenárias identitárias, painéis temáticos sobre soberania alimentar, biodiversidade e agroecologia urbana, oficinas práticas, rodas de conversa.

 

Evento reuniu vozes e saberes da agroecologia 

Entre os destaques esteve a Plenária das Mulheres da Agroecologia, organizada conjuntamente com o GT Mulheres da ABA-Agroecologia e a Rede Feminismo e Agroecologia, com o tema Feministas da Agroecologia na luta por Justiça Climática, contra Racismo Ambiental e por Convivência com os Territórios. A Plenária abordou temas como feminismo, justiça climática e enfrentamento ao racismo ambiental. Aconteceram também outras plenárias identitárias que reuniram povos indígenas, juventudes, pessoas idosas e comunicadores/as para diálogos sobre conhecimentos tradicionais, justiça climática e convivência territorial. 

No dia 16/10, foi celebrado como o Dia Mundial da Alimentação, os painéis paralelos abordaram soberania e segurança alimentar, biodiversidade e o sistema agroalimentar nos territórios. Um dos painéis tratou do tema “Cultivando a diversidade e territorializando o sistema agroalimentar: nos roçados e nas cozinhas, comida de verdade”, atividade que foi complementada com a estrutura de cozinhas tradicionais que foram construídas para o evento e utilizadas para a produção de receitas e trocas de experiências nos quatro dias do Congresso. 

Além disso, o evento contou com uma Feira Saberes e Sabores da Economia Solidária e da Agroecologia, oficinas, rodas de conversa, espaços temáticos permanentes sobre povos tradicionais, agroecologia urbana, agroalimentar, entre outros, e atividades autogestionadas. Essas atividades autogestionadas permitiram que grupos e redes locais apresentarem experiências de manejo sustentável, comercialização solidária e inovação social nos territórios. 

Os Tapiris dos Saberes eram o espaço para a discussão e divulgação dos trabalhos científicos que foram submetidos ao Congresso. A atividade foi uma oportunidade de diálogo entre diferentes saberes — científicos, populares, tradicionais e territoriais — fortalecendo a agroecologia como ciência, prática e movimento social. Permitir o acesso a experiências de diversos biomas brasileiros e de diferentes escalas, favorecendo a conexão entre territórios e políticas públicas, especialmente no contexto de justiça climática e convivência sustentável foram os princípios norteadores dos Tapiris. 

Alguns trabalhos do Lemate foram apresentados no espaço. As professoras Paola Beatriz May Rebollar, da UFSC, e Marja Zattoni Milano, do IFC – Rio do Sul, estiveram presentes representando o laboratório e divulgando alguns dos trabalhos na área das discussões Territoriais, Cooperativismo, do enfoque teórico metodológico da Cesta de Bens e Serviços Territoriais, das políticas públicas, do turismo de base comunitária (TBC). Também estiveram presentes o mestrando em Agroecossistemas, Clesio Henrique Cardoso, e a estudante da graduação em Educação do Campo, Juliana Amaral.

Para pesquisadores, estudantes, agricultores, ativistas ou profissionais da agroecologia, participar do CBA é uma forma de atualizar-se, construir redes e influenciar agendas políticas e sociais. O congresso reafirmou a agroecologia como campo científico, prática social e movimento político que contribui para o fortalecimento da soberania alimentar e da convivência sustentável com os ecossistemas brasileiros.

Workshop realizado na UFSC apresenta resultados de projeto apoiado pela SFDT/MDA e marca o início de novas ações integradas entre territórios do Sul e do Nordeste

22/10/2025 09:09

No dia 13 de outubro, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sediou o Workshop “Recursos Territoriais e Turismo Rural na Agricultura Familiar”, um encontro realizado para apresentar resultados e desdobramentos do projeto “Estruturação produtiva e agregação de valor na iniciativa Acolhida na Colônia e estratégias para o Pronaf no âmbito do Programa Bioeconomia Brasil Sociobiodiversidade”.

O evento contou com a presença de Laura Cora Faccina, assessora técnica da Secretaria de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (SFDT/MDA) e  do Professor Ademir Antônio Cazella da UFSC, requisitado pelo MDA para atuar como assessor técnico da política territorial. Estiveram presentes também a deputada federal Ana Paula Lima e o deputado estadual Padre Pedro Baldissera, ambos do Partido dos Trabalhadores, além de agricultores, professores, estudantes, secretários municipais de turismo e técnicos do órgão público estadual de pesquisa e extensão rural.

Executado pela UFSC, por meio do Laboratório de Estudos da Multifuncionalidade Agrícola e do Território (LEMATE) em parceria com a Associação de Agroturismo Acolhida na Colônia, o projeto contou com apoio do MDA e buscou identificar, mobilizar e valorizar recursos específicos de cinco territórios rurais catarinenses a partir da abordagem teórica e metodológica da Cesta de Bens e Serviços Territoriais (CBST). O objetivo consistiu em fortalecer o turismo rural na agricultura familiar como estratégia de desenvolvimento territorial sustentável e valorização das identidades locais.

Entre as principais ações desenvolvidas pelo projeto para valorizar os recursos identificados estão a elaboração de cinco roteiros da sociobiodiversidade, o livro “Sabores da Terra: Agrobiodiversidade nas Cozinhas da Acolhida na Colônia” (www.acolhida.com.br) e a série “Cozinhando na Acolhida”, composta por 10 episódios de receitas e histórias disponíveis no canal da Acolhida na Colônia no YouTube.

O projeto também realizou um amplo estudo sobre o Turismo Rural na Agricultura Familiar (TRAF), políticas públicas e legislações relacionadas, incluindo a análise de dados do Banco Central sobre o acesso ao PRONAF – Turismo e Lazer Rural e a execução de dez estudos de caso em municípios catarinenses. A pesquisa envolveu 57 entrevistas com empreendedores rurais e diversos agentes públicos e privados ligados ao setor. Os resultados apontam que o acesso ao crédito via PRONAF para o produto Turismo e Lazer Rural é ínfimo, mas demonstrou crescimento a partir de 2020, sobretudo na região sul do país.  Também evidencia que o fortalecimento do turismo rural depende de planejamento, qualificação e trabalho em rede. Famílias que buscaram assistência técnica desde o início, investiram conforme as legislações e diversificaram suas atividades, criando atrativos de baixo custo, mostraram maior capacidade de consolidação. 

Além disso, o estudo demonstra que o desenvolvimento sustentável do TRAF está associado à realização de investimentos planejados e à construção de parcerias entre cooperativas, prefeituras e instituições de ATER, reforçando a importância da cooperação. Nesse contexto, as políticas públicas de crédito e assistência técnica devem atuar como alavancas integradas para o desenvolvimento do turismo rural, garantindo acesso a financiamentos adaptados às realidades locais, oferecendo assistência técnica permanente para o planejamento e execução de projetos, incentivando o associativismo e a governança territorial, e promovendo a criação de rotas que articulem empreendimentos de forma coordenada e complementar. Também é fundamental fomentar o debate sobre a adequação das legislações, além de difundir entre os agricultores as normas pertinentes à atividade.

Intercâmbio entre Santa Catarina e Ceará amplia os resultados

Como continuidade das ações, a professora Thaise Costa Guzzatti da UFSC, coordenadora do projeto, está à frente de uma viagem técnica ao Território do Cariri (CE), acompanhada por um grupo de agricultores da Acolhida na Colônia. A missão tem como objetivo conhecer a experiência dos “Museus Orgânicos”, iniciativa que valoriza o patrimônio cultural e imaterial das comunidades rurais cearenses. Inspirada por essa experiência, a equipe catarinense pretende implementar estratégias semelhantes em Santa Catarina, com foco na valorização dos recursos culturais e históricos dos territórios rurais, fortalecendo o conceito da Cesta de Bens e Serviços Territoriais a partir das especificidades locais.

O intercâmbio entre os territórios de Santa Catarina e Ceará, apoiado pelo MDA, representa um passo importante na integração de experiências e saberes regionais, promovendo aprendizados mútuos entre agricultores familiares, pesquisadores e gestores públicos. A iniciativa reforça o compromisso do Ministério, Universidade e Organizações Territoriais com o desenvolvimento territorial sustentável, a diversificação das economias rurais e a valorização da sociobiodiversidade brasileira.

Lemate fortalece o debate sobre cooperativismo sustentável no 8º EBPC

14/10/2025 12:53

Entre os dias 06 e 08 de outubro de 2025, Brasília/DF foi palco do 8º Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC), que neste ano teve como tema central “Ano Internacional das Cooperativas: integração, impacto e perspectivas para o cooperativismo brasileiro”. O evento reuniu especialistas, acadêmicos e representantes do setor cooperativista para debater os caminhos e desafios da cooperação no Brasil.

Membros do Laboratório de Estudos da Multifuncionalidade Agrícola e do Território (Lemate) marcaram presença com destaque na programação. O professor Fábio Luiz Búrigo integrou o primeiro painel temático do encontro, intitulado “Impacto social das Cooperativas: qual prosperidade para redução de iniquidades?”, ao lado dos painelistas Mario Pansera e Aline Sousa, com mediação da professora  e integrante do Lemate Monique Medeiros. O debate abordou o papel das cooperativas na promoção de justiça social e desenvolvimento inclusivo.

A doutoranda Eloiza Andréa Moraes Silva apresentou dois trabalhos relevantes durante o evento. No dia 07, ela compartilhou os resultados do estudo “Cooperação e inovação organizacional na agricultura familiar: um ensaio comparativo Brasil-Itália”, realizado em coautoria com Fábio Luiz Búrigo, Simone Blanc, Giovana Sacchi e Adinor Cappellesso. A apresentação integrou a sessão temática Educação, Inovação e Diversidade – Cooperação, Inovação e Sucessão na Agricultura Familiar, destacando experiências internacionais de cooperação rural.

Já na manhã do dia 08, Eloiza apresentou seu segundo artigo, “Inovação organizacional e cooperação na agricultura familiar: estudo dos aspectos determinantes para o desenvolvimento territorial sustentável”, também na mesma sessão. O trabalho, desenvolvido em parceria com Fábio Luiz Búrigo e Simone Blanc, trouxe reflexões sobre os fatores que impulsionam a sustentabilidade nos territórios rurais por meio da cooperação.

A participação dos pesquisadores do Lemate reforça o compromisso do Laboratório com o avanço das práticas cooperativas e o fortalecimento da agricultura familiar. As discussões e estudos apresentados no 8º EBPC contribuem para ampliar o entendimento sobre os impactos sociais e territoriais das cooperativas, especialmente em contextos de inovação e sustentabilidade.

11º Encontro da Rede de Estudos Rurais reúne especialistas em Vitória da Conquista para debater justiça social e mudanças climáticas

30/09/2025 15:14

Vitória da Conquista (BA) foi o cenário do 11º Encontro da Rede de Estudos Rurais, realizado entre os dias 1 e 5 de setembro de 2025. Com o tema central “(In)Justiça social e ruralidades em tempos de emergências climáticas”, o evento reuniu pesquisadores de diversas regiões do país para discutir os impactos das mudanças climáticas nas dinâmicas territoriais e sociais das áreas rurais brasileiras.

Entre os participantes, destacaram-se os membros do Lemate (Laboratório de Estudos da Multifuncionalidade Agrícola e do Território), com a presença do professor Ademir Antonio Cazella e da doutoranda Eloiza Andréa Moraes Silva. O professor Cazella apresentou o trabalho desenvolvido em coautoria com Moisés Savian, intitulado “Contribuições à territorialização de políticas públicas para a agricultura familiar: procedimentos teórico-metodológicos e ações orientadoras”. A pesquisa propõe estratégias para fortalecer políticas públicas voltadas à agricultura familiar, com foco na territorialização como ferramenta de inclusão e eficácia.

Já a pesquisadora Eloiza Moraes trouxe à discussão o estudo “Inovação organizacional e ação coletiva da agricultura familiar: análise dos fatores condicionantes para o desenvolvimento territorial sustentável”, elaborado com seu orientador professor Fábio Luiz Búrigo e o coorientador italiano professor Simone Blanc. A pesquisa analisa como práticas inovadoras em ações coletivas podem impulsionar o desenvolvimento sustentável nos territórios rurais.

Durante os debates do Grupos de Trabalho 10 – Perspectiva territorial do desenvolvimento rural: práticas, políticas e processos no contexto das mudanças climáticas, no qual os membros do Lemate estavam incluídos, as coordenadoras, Carolina Simões Galvanese (UFABC/CEBRAP) e Cidonea Machado Deponti (UNISC), destacaram a importância de investigar os desafios das articulações multiescalares do desenvolvimento territorial, propondo reflexões epistemológicas sobre novas formas de interpretar os fenômenos territoriais. A perspectiva da transição sustentável e a emergência das mudanças climáticas foram apontadas como centrais para a construção de quadros analíticos que orientem trajetórias inclusivas e sustentáveis nas diversas ruralidades do Brasil.

O evento reafirmou o papel da Rede de Estudos Rurais como espaço de diálogo e construção coletiva de soluções para os desafios contemporâneos do campo brasileiro.

Pesquisadores do Lemate marcaram presença no 2º Encontro Nacional do Cooperativismo – Coopera Mais Brasil em Brasília

30/09/2025 13:11

De 8 a 11 de setembro, Brasília foi palco do 2º Encontro Nacional do Cooperativismo – Coopera Mais Brasil, reunindo cerca de 300 organizações e 100 convidados, entre lideranças de cooperativas, gestores públicos, pesquisadores e parceiros institucionais. O encontro marcou o primeiro aniversário do Programa Coopera Mais Brasil, criado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e abordou temas que aprofundaram o debate sobre os rumos do cooperativismo na agricultura familiar.

A abertura do evento contou com a presença de autoridades como Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, e Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego (MTE). O objetivo central do Coopera Mais Brasil buscou fortalecer a cooperação entre centrais de cooperativas e apresentar resultados, desafios e avanços das políticas públicas voltadas ao setor. 

O professor Fábio Búrigo e o mestrando Clesio Henrique Cardoso, do Lemate, estiveram presentes no evento representando a UFSC que realiza o Programa Mais Gestão para os três estados da Região Sul, através de um termo de execução descentralizada (TED) entre a Universidade e o MDA. O Programa Nacional de Apoio à Qualificação da Gestão dos Empreendimentos da Agricultura Familiar – Mais Gestão é uma política pública do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA)  que tem como objetivo apoiar cooperativas, associações e agroindústrias da agricultura familiar na qualificação da gestão dos empreendimentos da agricultura familiar e de acesso aos mercados e é coordenado pelas professoras Marlene Grade e Paola Beatriz May Rebollar, que também faz parte do Lemate. 

 

Um espaço de diálogo e construção coletiva

Mais do que celebrar conquistas, o encontro se propôs a ser um espaço de avaliação e planejamento, onde experiências exitosas foram compartilhadas e novas estratégias traçadas para enfrentar desafios estruturais da agricultura familiar. A programação incluiu rodas de conversa, painéis técnicos e reuniões temáticas. Entre os destaques houve debates sobre crédito e cooperativismo, pecuária leiteira, florestas produtivas e cadeias da sociobiodiversidade, compras públicas e combate à fome, cooperação e organização produtiva com participação das mulheres, inovação tecnológica na agricultura familiar, bioinsumos, mecanização e energia solar. 

Instituições como BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica, Conab, Embrapa, Finep, Sebrae. GIZ (Agência de Desenvolvimento Alemã)  e universidades federais também participaram, promovendo um ambiente de integração entre governo, setor produtivo e academia. Com a participação de centrais como UNICOPAS, UNISOL, UNICAFES, UNICRAB e OCB, o evento reforça o compromisso do governo federal com a soberania e a segurança alimentar, a geração de renda e o desenvolvimento rural sustentável.

Além dos debates técnicos, o encontro também abriu espaço para a dimensão cultural, reconhecendo que o cooperativismo é mais do que um modelo econômico: é também um modo de vida que celebra a diversidade e a identidade popular que sustentam a agricultura familiar no país. O 2º Encontro Nacional do Cooperativismo reafirmou o papel estratégico do Programa Coopera Mais Brasil como instrumento de fortalecimento da agricultura familiar, promoção da soberania e segurança alimentar e construção de um modelo de desenvolvimento rural sustentável e inclusivo, consolidando-se, assim, como espaço de construção coletiva e de fortalecimento das cooperativas da agricultura familiar em todo o território nacional.

Lemate marca presença no 63º Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober)

08/09/2025 15:48

Entre os dias 27 e 30 de julho de 2025, Andréia Tecchio, integrante do Laboratório de Estudos da Multifuncionalidade Agrícola e do Território (Lemate), participou do 63º Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober), que aconteceu no campus da Universidade de Passo Fundo (UPF) no Rio Grande do Sul.

Na ocasião, apresentou o artigo intitulado “Avaliação do Grau de Maturação da Cesta de Bens e Serviços Territoriais: Aplicação do Painel de Indicadores no Território da Cooperativa de Crédito Rural Seara”, no Grupo de Trabalho 07: Desenvolvimento Rural, Territorial e Regional. O referido trabalho foi elaborado a partir da dissertação de mestrado da Isabela Tsutiya Andrade, realizada no Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas da Universidade Federal de Santa Catarina (PGA/UFSC).

Essa dissertação integra os resultados do projeto de pesquisa “Inovação e Transição Sustentável: Cesta de Bens e Serviços em Territórios Amazônicos”, contemplado pelo Edital de Chamada Pública Confap nº 003/2022, Programa de Apoio a Projetos de Pesquisa Iniciativa Amazônia +10, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), por meio do Edital Suplementar nº 28/2022. A professora Sandra Schiavi, da Universidade Estadual de Maringá e também integrante desse projeto, esteve presente no Congresso da Sober e participou da sessão de apresentação do trabalho.

Com o tema “Tecnologias, Energias Renováveis e Financiamento Verde no Agronegócio”, o Congresso destacou a convergência entre inovação, sustentabilidade ambiental e novas formas de apoio financeiro ao setor agropecuário, além de promover debates sobre a transição energética no campo. Outro tema relevante discutido foi a Segurança Alimentar e Nutricional.

Agradecemos ao PGA/UFSC pelo apoio e incentivo à participação neste importante encontro científico, bem como à Fapesc pelo financiamento do projeto supracitado.

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Workshop Amazônia +10

08/09/2025 15:28

O prof. Ademir A. Cazella participou em Manaus do Workshop Amazônia +10 (04/2025),  organizado pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP). Esse evento integra as ações previstas no primeiro edital de pesquisa da Iniciativa Amazonas +10 (Edital de chamada pública Confap nº 003/2022, Programa de apoio a projetos de pesquisa Iniciativa Amazônia +10). Nessa chamada, a equipe do Lemate/UFSC participa do projeto “Inovação e transição sustentável: Cesta de bens e serviços em territórios amazônicos”, que conta com o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Edital Suplemento nº 28/2022. Durante o Workshop foram apresentados os resultados parciais de todos os projetos contemplados pela Chamada e realização de plenária final. Além do prof. Cazella, participaram também a prof.a Sandra Schiavi da Universidade Estadual do Paraná e o prof. Itaan Santos da Universidade Estadual do Maranhão, coordenadores estaduais do projeto executado em parceria com a equipe do Lemate. O projeto conta ainda com a participação da prof.a Monique Medeiros da Universidade Federal do Pará, que cursou seu doutorado do PGA/UFSC. Em agosto de 2025, será realizada uma visita técnica dos coordenadores estaduais do projeto no Território da Crediseara, localizado no oeste de Santa Catarina. Os componentes da Cesta de bens e serviços territoriais desse território serão analisados e discutidos a partir de experiências de agroindústrias familiares, da marca coletiva Sabor Colonial, turismo de base comunitária, Fórum de entidades da agricultura familiar e outras ações de desenvolvimento territorial sustentável que contam com a coordenação, apoio ou parceria da Cooperativa de Crédito Seara.