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Lemate e Lacaf lançam edital conjunto para seleção de bolsista
Lemate e Lacaf lançam nesta sexta feira, edital conjunto para seleção de bolsista para integrar a equipe de campo do Projeto Roteiro da Sociobiodiversidade do Pinhão, coordenado pelo Cisama e com recursos do MDA.
Confira o edital.
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Pesquisadores do Lemate publicam artigo sobre avaliação da Cesta de Bens e Serviços Territoriais na revista Frontiers
O artigo intitulado “Measuring the maturity of the basket of territorial goods and services: evidence from Southern Brazil” (Medindo a maturidade da cesta de bens e serviços territoriais: evidências do Sul do Brasil) foi publicado na revista Frontiers in Sustainable Food Systems, periódico científico de acesso aberto e classificação Qualis A1.
O estudo teve como objetivo desenvolver e testar um Painel de Indicadores para avaliar o nível de maturidade da Cesta de Bens e Serviços Territoriais (CBST), abordagem teórico-metodológica que busca identificar e fortalecer os elementos materiais e simbólicos que contribuem para o desenvolvimento sustentável em contextos rurais. A pesquisa foi realizada no território de atuação da Cooperativa de Crédito Rural Seara (Crediseara), localizado no Oeste Catarinense, por meio de uma abordagem participativa que envolveu 14 organizações da sociedade civil, cooperativas e instituições públicas. Os resultados indicaram um estágio moderado de maturidade da CBST, com a Crediseara e o Fórum da Agricultura Familiar se destacando como importantes polos de governança regional para o desenvolvimento rural.
O trabalho, publicado em março de 2026 na seção “Social Movements, Institutions and Governance”, é de autoria de Isabela T. Andrade, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas da Universidade Federal de Santa Catarina (PGA/UFSC); Hannah Wittman, da University of British Columbia (Canadá); Paola B. M. Rebollar, do Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Rural da UFSC; Andréia Tecchio, pesquisadora do Lemate e da Cooperativa de Crédito Rural Seara (Crediseara); Valério A. Turnes, do Programa de Pós-Graduação em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Socioambiental da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC); e Ademir A. Cazella, professor do PGA/UFSC.
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ÚLTIMA CHAMADA!! Matricule-se na disciplina optativa “Desenvolvimento Territorial Sustentável”
Venha cursar a disciplina “Tópicos Especiais: Desenvolvimento Territorial Sustentável”, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas (PGA/UFSC). As vagas são limitadas, garanta a sua!
Integrada a 5ª Escola de Verão e das Águas (EVA5), a disciplina será ofertada em formato híbrido e concentrada, de 7 de abril e 28 de maio de 2026, com carga horária de 45h (3 créditos).
A matrícula na disciplina é obrigatória e deve ser realizada conforme a categoria do(a) candidato(a), além da inscrição na EVA5, que também é requisito para participação – confira as orientações.
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Seleção de Bolsistas PROBOLSAS UFSC 2026
O Lemate lança o edital de Seleção de Bolsistas de Extensão – PROBOLSAS 2026, vinculado ao Projeto Fortalecimento do Sistema Agrícola Tradicional do Pinhão no Planalto Sul Catarinense. Para se inscrever, acesse o edital. O prazo de inscrição vai até o dia 26 de fevereiro de 2026.
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Disciplina de Desenvolvimento Territorial Sustentável integra a 5ª Escola de Verão e das Águas (EVA5) – Vagas Limitadas
A disciplina Tópicos Especiais: Desenvolvimento Territorial Sustentável (PGA410063), vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas da Universidade Federal de Santa Catarina (PGA/UFSC), será ofertada em 2026 de forma híbrida e concentrada entre abril e maio, ocorrendo concomitantemente à 5ª Escola de Verão e das Águas (EVA5).
A EVA5 acontece entre os dias 9 de abril e 7 de maio de 2026, com encontros às terças e quintas-feiras, das 19h às 21h, com transmissão ao vivo pelo canal do YouTube do LEMATE/UFSC.
Formação acadêmica integrada à extensão universitáriaCom carga horária de 45 horas-aula (3 créditos), a disciplina abrange estudos de pós-graduação, sendo aberta para estudantes que estão cursando mestrado ou doutorado e para pessoas já graduadas em geral. A disciplina tem como proposta articular formação acadêmica, extensão universitária e debate público, aproveitando a programação da EVA como eixo central do processo formativo.
Em 2026, a Escola de Verão e das Águas tem como tema “Cooperativismo e ação coletiva nos processos de Desenvolvimento Territorial Sustentável”. O enfoque dialoga diretamente com os conteúdos da disciplina, promovendo reflexões sobre territórios rurais, organização social, políticas públicas, planejamento, qualidade de vida e estratégias coletivas de desenvolvimento.
O plano de ensino da disciplina, com a descrição dos objetivos, conteúdos, metodologia e critérios de avaliação, está disponível para consulta no link: Planos de ensino.
Inscrições e matrículaA participação na disciplina Tópicos Especiais: Desenvolvimento Territorial Sustentável (PGA410063) requer, primeiramente, a matrícula formal na disciplina. Podem se inscrever acadêmicos do Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas (PGA/UFSC), bem como discentes de outros programas de pós-graduação da UFSC. Estudantes de outras universidades e pessoas com qualquer curso de graduação também podem se matricular na disciplina como alunos especiais (disciplina isolada). Todos os estudantes que concluírem a disciplina recebem certificados do PGA/UFSC, o que lhes possibilita validar seus créditos (3) na UFSC ou em outra universidade.
- Estudantes do PGA/UFSC devem seguir os procedimentos e período regular de matrícula (13 a 20 de fevereiro de 2026), por meio do link Matrícula alunos regulares.
- Estudantes de outros programas de pós-graduação da UFSC devem realizar a matrícula do dia 13 de fevereiro até o dia 16 de março de 2026, conforme as orientações para disciplina isolada, por meio do link Orientações em disciplina isolada.
- Para pessoas externas ou de outras instituições, de 2 de fevereiro a 16 de março, por e-mail – veja as orientações.
Além da matrícula na disciplina, é obrigatório que o(a) estudante também esteja inscrito(a) na 5ª Escola de Verão e das Águas (EVA5), uma vez que as atividades da disciplina ocorrem de forma concomitante à programação da Escola e algumas comunicações e materiais serão enviados somente aos inscritos na EVA5. As inscrições na EVA5 devem ser feitas até 16 de março de 2026, por meio do formulário on-line disponível em: Inscrições EVA5.
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Inscrições abertas! “Cooperativismo e ação coletiva nos processos de Desenvolvimento Territorial Sustentável” é o tema da 5ª Escola de Verão e das Águas
A “popularização da ciência” é o intuito da 5ª Escola de Verão e das Águas (EVA5) que será realizada de 09 de abril a 07 de maio de 2026, transmitida através do canal do Youtube do Laboratório da Multifuncionalidade Agrícola e do Território, da Universidade Federal de Santa Catarina (LEMATE/UFSC).
A Escola de Verão e das Águas é um curso de extensão em formato de conferências on-line para fomentar e difundir o debate em torno das questões dos territórios, do meio rural, da qualidade de vida, do planejamento e do desenvolvimento. No ano de 2026, a EVA5 tem como tema o “Cooperativismo e ação coletiva nos processos de Desenvolvimento Territorial Sustentável”. As inscrições poderão ser realizadas a partir do dia 02 de fevereiro, até 16 de março através do link: Inscrições EVA5
As atividades da Escola de Verão e das Águas são destinadas aos atores territoriais, a estudantes de pós-graduação e graduação, professores, pesquisadores e ao público em geral que se identifica e atua na área do desenvolvimento territorial sustentável.
INFORMAÇÕES GERAIS
Programação: Visualize aquiQuando: 9 de abril a 7 de maio de 2026
Dias e horários: Terças e quintas-feiras, das 19h às 21h
Formato: Totalmente on-line e gratuito, com transmissão ao vivo pelo canal do YouTube do Lemate/UFSC
Certificação: Garantida aos participantes (mínimo de 75% de presença)

Inscreva-se AQUI!
Quem faz a EVA5 acontecer!
Além do LEMATE, do PET Educampo, do Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas (PPGA), da UFSC, são parceiros na construção da Escola de Verão e das Águas a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC), o Instituto Federal Catarinense (IFF – RIO DO SUL), o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC – SÃO MIGUEL DO OESTE), O Programa de Pós-Graduação em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Socioambiental, da Universidade do Estado de Santa Catarina (PPGPLAN-UDESC), a Fundação Araucária (Araucária – PR), o Programa de Pós-Graduação em Administração, da Universidade Estadual de Maringá (PPA-UEM), a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico Tecnológico do Maranhão (FAPEMA), o Núcleo de Extensão e Desenvolvimento, da Universidade Estadual do Maranhão (LABEX-UEMA), Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisa (FAPESPA), o Programa de Pós-Graduação em Agriculturas Amazônicas (PPGAA-UFPA), o Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares (INEAF-UFPA), a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Cooperativa de Crédito Rural – SC (CREDISEARA), a Associação de Agroturismo Acolhida na Colônia, o Centro de Pesquisa para Agrifcultura Familiar da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (CEPAF/EPAGRI), o Programa Mais Gestão, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o Consórcio Intermunicipal Serra Catarinense (CISAMA), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
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13º Congresso Brasileiro de Agroecologia trouxe como destaque justiça climática e convivência com os territórios. Lemate marcou presença com seus trabalhos
De 15 a 18 de outubro de 2025, a cidade de Juazeiro, Bahia, sediou o 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA), promovido pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA-Agroecologia) e pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). Com o tema “Agroecologia, Convivência com os Territórios Brasileiros e Justiça Climática”, o evento reuniu pesquisadores, agricultores, povos e comunidades tradicionais, estudantes e gestores públicos em um amplo espaço de intercâmbio de saberes.
O Congresso foi uma oportunidade única de diálogo entre diferentes saberes — científicos, populares, tradicionais e territoriais — fortalecendo a agroecologia como ciência, prática e movimento social. A ideia da organização do CBA foi permitir aos participantes o acesso a experiências de diversos biomas brasileiros e de diferentes escalas, favorecendo a conexão entre territórios e políticas públicas, especialmente no contexto de justiça climática e convivência sustentável. O formato policêntrico do evento — com painéis diversos, sessões autogestionadas e feiras de troca — fomentou a experimentação, a construção coletiva e a articulação entre movimentos sociais, academia, Estado e povos tradicionais, ressaltando a importância do cooperativismo e de políticas públicas como o Programa Mais Gestão, principalmente no campo da Agroecologia. A programação contemplou plenárias identitárias, painéis temáticos sobre soberania alimentar, biodiversidade e agroecologia urbana, oficinas práticas, rodas de conversa.
Evento reuniu vozes e saberes da agroecologia
Entre os destaques esteve a Plenária das Mulheres da Agroecologia, organizada conjuntamente com o GT Mulheres da ABA-Agroecologia e a Rede Feminismo e Agroecologia, com o tema Feministas da Agroecologia na luta por Justiça Climática, contra Racismo Ambiental e por Convivência com os Territórios. A Plenária abordou temas como feminismo, justiça climática e enfrentamento ao racismo ambiental. Aconteceram também outras plenárias identitárias que reuniram povos indígenas, juventudes, pessoas idosas e comunicadores/as para diálogos sobre conhecimentos tradicionais, justiça climática e convivência territorial.
No dia 16/10, foi celebrado como o Dia Mundial da Alimentação, os painéis paralelos abordaram soberania e segurança alimentar, biodiversidade e o sistema agroalimentar nos territórios. Um dos painéis tratou do tema “Cultivando a diversidade e territorializando o sistema agroalimentar: nos roçados e nas cozinhas, comida de verdade”, atividade que foi complementada com a estrutura de cozinhas tradicionais que foram construídas para o evento e utilizadas para a produção de receitas e trocas de experiências nos quatro dias do Congresso.
Além disso, o evento contou com uma Feira Saberes e Sabores da Economia Solidária e da Agroecologia, oficinas, rodas de conversa, espaços temáticos permanentes sobre povos tradicionais, agroecologia urbana, agroalimentar, entre outros, e atividades autogestionadas. Essas atividades autogestionadas permitiram que grupos e redes locais apresentarem experiências de manejo sustentável, comercialização solidária e inovação social nos territórios.
Os Tapiris dos Saberes eram o espaço para a discussão e divulgação dos trabalhos científicos que foram submetidos ao Congresso. A atividade foi uma oportunidade de diálogo entre diferentes saberes — científicos, populares, tradicionais e territoriais — fortalecendo a agroecologia como ciência, prática e movimento social. Permitir o acesso a experiências de diversos biomas brasileiros e de diferentes escalas, favorecendo a conexão entre territórios e políticas públicas, especialmente no contexto de justiça climática e convivência sustentável foram os princípios norteadores dos Tapiris.
Alguns trabalhos do Lemate foram apresentados no espaço. As professoras Paola Beatriz May Rebollar, da UFSC, e Marja Zattoni Milano, do IFC – Rio do Sul, estiveram presentes representando o laboratório e divulgando alguns dos trabalhos na área das discussões Territoriais, Cooperativismo, do enfoque teórico metodológico da Cesta de Bens e Serviços Territoriais, das políticas públicas, do turismo de base comunitária (TBC). Também estiveram presentes o mestrando em Agroecossistemas, Clesio Henrique Cardoso, e a estudante da graduação em Educação do Campo, Juliana Amaral.
Para pesquisadores, estudantes, agricultores, ativistas ou profissionais da agroecologia, participar do CBA é uma forma de atualizar-se, construir redes e influenciar agendas políticas e sociais. O congresso reafirmou a agroecologia como campo científico, prática social e movimento político que contribui para o fortalecimento da soberania alimentar e da convivência sustentável com os ecossistemas brasileiros.
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Workshop realizado na UFSC apresenta resultados de projeto apoiado pela SFDT/MDA e marca o início de novas ações integradas entre territórios do Sul e do Nordeste
No dia 13 de outubro, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sediou o Workshop “Recursos Territoriais e Turismo Rural na Agricultura Familiar”, um encontro realizado para apresentar resultados e desdobramentos do projeto “Estruturação produtiva e agregação de valor na iniciativa Acolhida na Colônia e estratégias para o Pronaf no âmbito do Programa Bioeconomia Brasil Sociobiodiversidade”.
O evento contou com a presença de Laura Cora Faccina, assessora técnica da Secretaria de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (SFDT/MDA) e do Professor Ademir Antônio Cazella da UFSC, requisitado pelo MDA para atuar como assessor técnico da política territorial. Estiveram presentes também a deputada federal Ana Paula Lima e o deputado estadual Padre Pedro Baldissera, ambos do Partido dos Trabalhadores, além de agricultores, professores, estudantes, secretários municipais de turismo e técnicos do órgão público estadual de pesquisa e extensão rural.
Executado pela UFSC, por meio do Laboratório de Estudos da Multifuncionalidade Agrícola e do Território (LEMATE) em parceria com a Associação de Agroturismo Acolhida na Colônia, o projeto contou com apoio do MDA e buscou identificar, mobilizar e valorizar recursos específicos de cinco territórios rurais catarinenses a partir da abordagem teórica e metodológica da Cesta de Bens e Serviços Territoriais (CBST). O objetivo consistiu em fortalecer o turismo rural na agricultura familiar como estratégia de desenvolvimento territorial sustentável e valorização das identidades locais.
Entre as principais ações desenvolvidas pelo projeto para valorizar os recursos identificados estão a elaboração de cinco roteiros da sociobiodiversidade, o livro “Sabores da Terra: Agrobiodiversidade nas Cozinhas da Acolhida na Colônia” (www.acolhida.com.br) e a série “Cozinhando na Acolhida”, composta por 10 episódios de receitas e histórias disponíveis no canal da Acolhida na Colônia no YouTube.
O projeto também realizou um amplo estudo sobre o Turismo Rural na Agricultura Familiar (TRAF), políticas públicas e legislações relacionadas, incluindo a análise de dados do Banco Central sobre o acesso ao PRONAF – Turismo e Lazer Rural e a execução de dez estudos de caso em municípios catarinenses. A pesquisa envolveu 57 entrevistas com empreendedores rurais e diversos agentes públicos e privados ligados ao setor. Os resultados apontam que o acesso ao crédito via PRONAF para o produto Turismo e Lazer Rural é ínfimo, mas demonstrou crescimento a partir de 2020, sobretudo na região sul do país. Também evidencia que o fortalecimento do turismo rural depende de planejamento, qualificação e trabalho em rede. Famílias que buscaram assistência técnica desde o início, investiram conforme as legislações e diversificaram suas atividades, criando atrativos de baixo custo, mostraram maior capacidade de consolidação.
Além disso, o estudo demonstra que o desenvolvimento sustentável do TRAF está associado à realização de investimentos planejados e à construção de parcerias entre cooperativas, prefeituras e instituições de ATER, reforçando a importância da cooperação. Nesse contexto, as políticas públicas de crédito e assistência técnica devem atuar como alavancas integradas para o desenvolvimento do turismo rural, garantindo acesso a financiamentos adaptados às realidades locais, oferecendo assistência técnica permanente para o planejamento e execução de projetos, incentivando o associativismo e a governança territorial, e promovendo a criação de rotas que articulem empreendimentos de forma coordenada e complementar. Também é fundamental fomentar o debate sobre a adequação das legislações, além de difundir entre os agricultores as normas pertinentes à atividade.
Intercâmbio entre Santa Catarina e Ceará amplia os resultados
Como continuidade das ações, a professora Thaise Costa Guzzatti da UFSC, coordenadora do projeto, está à frente de uma viagem técnica ao Território do Cariri (CE), acompanhada por um grupo de agricultores da Acolhida na Colônia. A missão tem como objetivo conhecer a experiência dos “Museus Orgânicos”, iniciativa que valoriza o patrimônio cultural e imaterial das comunidades rurais cearenses. Inspirada por essa experiência, a equipe catarinense pretende implementar estratégias semelhantes em Santa Catarina, com foco na valorização dos recursos culturais e históricos dos territórios rurais, fortalecendo o conceito da Cesta de Bens e Serviços Territoriais a partir das especificidades locais.O intercâmbio entre os territórios de Santa Catarina e Ceará, apoiado pelo MDA, representa um passo importante na integração de experiências e saberes regionais, promovendo aprendizados mútuos entre agricultores familiares, pesquisadores e gestores públicos. A iniciativa reforça o compromisso do Ministério, Universidade e Organizações Territoriais com o desenvolvimento territorial sustentável, a diversificação das economias rurais e a valorização da sociobiodiversidade brasileira.
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Lemate fortalece o debate sobre cooperativismo sustentável no 8º EBPC
Entre os dias 06 e 08 de outubro de 2025, Brasília/DF foi palco do 8º Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC), que neste ano teve como tema central “Ano Internacional das Cooperativas: integração, impacto e perspectivas para o cooperativismo brasileiro”. O evento reuniu especialistas, acadêmicos e representantes do setor cooperativista para debater os caminhos e desafios da cooperação no Brasil.
M
embros do Laboratório de Estudos da Multifuncionalidade Agrícola e do Território (Lemate) marcaram presença com destaque na programação. O professor Fábio Luiz Búrigo integrou o primeiro painel temático do encontro, intitulado “Impacto social das Cooperativas: qual prosperidade para redução de iniquidades?”, ao lado dos painelistas Mario Pansera e Aline Sousa, com mediação da professora e integrante do Lemate Monique Medeiros. O debate abordou o papel das cooperativas na promoção de justiça social e desenvolvimento inclusivo.
A doutoranda Eloiza Andréa Moraes Silva apresentou dois trabalhos relevantes durante o evento. No dia 07, ela compartilhou os resultados do estudo “Cooperação e inovação organizacional na agricultura familiar: um ensaio comparativo Brasil-Itália”, realizado em coautoria com Fábio Luiz Búrigo, Simone Blanc, Giovana Sacchi e Adinor Cappellesso. A apresentação integrou a sessão temática Educação, Inovação e Diversidade – Cooperação, Inovação e Sucessão na Agricultura Familiar, destacando experiências internacionais de cooperação rural.
Já na ma
nhã do dia 08, Eloiza apresentou seu segundo artigo, “Inovação organizacional e cooperação na agricultura familiar: estudo dos aspectos determinantes para o desenvolvimento territorial sustentável”, também na mesma sessão. O trabalho, desenvolvido em parceria com Fábio Luiz Búrigo e Simone Blanc, trouxe reflexões sobre os fatores que impulsionam a sustentabilidade nos territórios rurais por meio da cooperação.A participação dos pesquisadores do Lemate reforça o compromisso do Laboratório com o avanço das práticas cooperativas e o fortalecimento da agricultura familiar. As discussões e estudos apresentados no 8º EBPC contribuem para ampliar o entendimento sobre os impactos sociais e territoriais das cooperativas, especialmente em contextos de inovação e sustentabilidade.
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11º Encontro da Rede de Estudos Rurais reúne especialistas em Vitória da Conquista para debater justiça social e mudanças climáticas
Vitória da Conquista (BA) foi o cenário do 11º Encontro da Rede de Estudos Rurais, realizado entre os dias 1 e 5 de setembro de 2025. Com o tema central “(In)Justiça social e ruralidades em tempos de emergências climáticas”, o evento reuniu pesquisadores de diversas regiões do país para discutir os impactos das mudanças climáticas nas dinâmicas territoriais e sociais das áreas rurais brasileiras.
Entre os participantes, destacaram-se os membros do Lemate (Laboratório de Estudos da Multifuncionalidade Agrícola e do Território), com a presença do professor Ademir Antonio Cazella e da doutoranda Eloiza Andréa Moraes Silva. O professor Cazella apresentou o trabalho desen
volvido em coautoria com Moisés Savian, intitulado “Contribuições à territorialização de políticas públicas para a agricultura familiar: procedimentos teórico-metodológicos e ações orientadoras”. A pesquisa propõe estratégias para fortalecer políticas públicas voltadas à agricultura familiar, com foco na territorialização como ferramenta de inclusão e eficácia.Já a pesquisadora Eloiza Moraes trouxe à discussão o estudo “Inovação organizacional e ação coletiva da agricultura familiar: análise dos fatores condicionantes para o desenvolvimento territorial sustentável”, elaborado com seu orientador professor Fábio Luiz Búrigo e o coorientador italiano professor Simone Blanc. A pesquisa analisa como práticas inovadoras em ações coletivas podem impulsionar o desenvolvimento sustentável nos territórios rurais.
Durante os debates do Grupos de Trabalho 10 – Perspectiva territorial do desenvolvimento rural: práticas, políticas e processos no contexto das mudanças climáticas, no qual os membros do Lemate estavam incluídos, as coordenadoras, Carolina Simões Galvanese (UFABC/CEBRAP) e Cidonea Machado Deponti (UNISC), destacaram a importância de investigar os desafios das articulações multiescalares do desenvolvimento territorial, propondo reflexões epistemológicas sobre novas formas de interpretar os fenômenos territoriais. A perspectiva da transição sustentável e a emergência das mudanças climáticas foram apontadas como centrais para a construção de quadros analíticos que orientem trajetórias inclusivas e sustentáveis nas diversas ruralidades do Brasil.
O evento reafirmou o papel da Rede de Estudos Rurais como espaço de diálogo e construção coletiva de soluções para os desafios contemporâneos do campo brasileiro.