Laboratório de Estudos da Multifuncionalidade Agrícola e do Território – LEMATE
  • Membros do Lemate participam de congresso em Ilhéus/BA

    Publicado em 13/08/2019 às 13:26

    De 21 a 25 de julho do presente ano, membros do Lemate participaram do Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (SOBER) realizado na Universidade Estadual Santa Cruz – UESC, na cidade de Ilhéus. O 57º Congresso da SOBER teve como tema neste ano: Agricultura, Alimentação e Desenvolvimento. O Congresso é realizado anualmente pela entidade e reúne uma grande quantidade de renomados pesquisadores que estudam as diversas facetas ligados ao desenvolvimento rural no Brasil, sendo uma ótima oportunidade para intercâmbio de conhecimentos entre estudiosos no tema.

    Os membros do Lemate apresentaram os seguintes trabalhos:  “¡Sin consumo responsable de alimentos no hay soberania alimentaria! Um análisis de la heterogeneidade de la práctica alimentaria em Riobamba – Ecuador” de autoria da doutoranda Priscila Prado com participação do prof. Ademir Cazella.  A mestranda Stéfani Perez apresentou o trabalho: “Educação cooperativista – percepções sobre o programa agentes comunitários de desenvolvimento no cooperativismo de crédito – Cresol Águas Mornas” com a participação do prof. Fábio Búrigo e do mestrando Marcos Catelli.


  • Pesquisa de campo sobre “Cesta de bens e serviços territoriais” é realizada no Extremo-Oeste de Santa Catarina

    Publicado em 13/08/2019 às 11:41

    Entre os dias 05 e 09 de agosto, Andréia Tecchio, Pós-Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas da Universidade Federal de Santa Catarina (PGA/UFSC), Adinor Capellesso, professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), campus São Miguel do Oeste e Clovis Dorigon, pesquisador do Centro de Pesquisa para a Agricultura Familiar da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Cepaf/Epagri), realizaram pesquisa de campo na região do Extremo-Oeste de Santa Catarina.

    O objetivo principal consistiu em identificar bens, produtos e serviços que são específicos da região do Extremo-Oeste e estão sendo usados, ou que podem ser mobilizados para promover o desenvolvimento territorial. No total, foram realizadas 14 entrevistas com agentes públicos, privados e cooperativos de diferentes esferas de atuação, em seis municípios.

    Esta atividade está vinculada a pesquisa de Pós-Doutorado de Andréia Tecchio e integra o projeto “O Enfoque da Cesta de Bens e Serviços Territoriais: modelo de análise do Desenvolvimento Territorial Sustentável”, que conta com apoio financeiro do CNPq/Edital Universal 2018 e é coordenado pelo Lemate. Além do CNPq, para a realização da pesquisa de campo foi fundamental o apoio do IFSC e da Epagri.


  • Membros do Lemate participam de dia de integração com a Cresol

    Publicado em 07/08/2019 às 08:14

    No dia 16 de julho de 2019, o professor Anderson Luiz Romão, a pós-doutoranda Ana Cecília e os mestrandos Marcos Catelli e Eloiza participaram de um dia de integração de conhecimentos com membros da Central Cresol Baser e do Cresol Instituto, na sede da Central, localizada no município de Francisco Beltrão – Paraná. Essa viagem foi realizada pelos membros do Lemate supracitados, em virtude do desenvolvimento do projeto de Educação Cooperativista desenvolvido pelo laboratório de pesquisa junto à Cresol Vale Europeu.

    Os membros tiveram a oportunidade de conhecer mais sobre o processo histórico da cooperativa de crédito rural solidário da agricultura familiar e quais as perspectivas futuras da mesma em um debate com o vice presidente da Instituição Luiz Levi Tomacheski. Posteriormente, conheceram sobre um projeto de monitoramento dos projetos de crédito rural via sensoriamento remoto que a Cresol vem tentando viabilizar para os seus cooperados.

    Outro momento de fundamental importância foi a integração de saberes com os colaboradores do Cresol Instituto, no qual foram apresentados os programas educacionais realizados pela cooperativa de crédito. Também foi destacado a importância de realizar parcerias para o fortalecimento destes projetos, a exemplo da parceria que pode ser melhor articulada entre a UFSC (Lemate) e o sistema Cresol, por meio da utilização do mecanismo de Educação a distância.

    Por fim, foram apresentadas informações referentes ao monitoramento do desempenho social das cooperativas.


  • Pesquisa de campo sobre “Cesta de bens e serviços territoriais” é realizada em Urubici – região da Serra Catarinense

    Publicado em 27/07/2019 às 09:03

    Nos dias 18 e 19 de julho, a professora Thaise Guzzatti (Educação do Campo/UFSC), a doutoranda Marja Milano (PGA/ UFSC/ Lemate) e as estudantes de graduação em Educação do Campo Magdielly e Kátila (Pet Educampo) estiveram em Urubici, na região da Serra Catarinense, para dar continuidade aos estudos relacionados à Cesta de Bens e Serviços Territoriais (CBST) como uma possível estratégia de desenvolvimento territorial.

    O objetivo principal desta etapa da pesquisa foi identificar e analisar estratégias de ativação de recursos territoriais específicos da Serra Catarinense, em especial o (agro)turismo, bem como sua contribuição na constituição de uma CBST. Nessa perspectiva, as pesquisadoras aproveitaram o período de alta temporada para conduzir entrevistas com turistas que visitam a região e também com diferentes atores locais ligados ao turismo, tais como guias, empresários, agricultores que atuam no turismo rural e representantes do poder público municipal (Secretaria de Turismo), estadual (Epagri) e federal (ICMbio).

    Para a realização da pesquisa de campo foi fundamental o apoio financeiro do Sebrae e do PET Educampo e o apoio técnico do escritório regional da Epagri, em especial da extensionista Claudia Maria Schmitz. Esta atividade integra o projeto “O Enfoque da Cesta de Bens e Serviços Territoriais: modelo de análise do Desenvolvimento Territorial Sustentável”, que conta com apoio financeiro do CNPq/Edital Universal 2018.


  • Membro do LEMATE participa de evento na Amazônia

    Publicado em 25/07/2019 às 09:47

    O mestrando do PGA/LEMATE e servidor do Instituto Federal de Educação do Amazonas (IFAM), Leonardo Moura de Souza, integrou a equipe organizadora do II Circuito das Águas do Médio Juruá, ocorrido entre os dias 8 e 10 de julho no municícipio de Carauarí – Amazonas. Este evento faz parte do Projeto Escola Ribeirinha Sustentável, desenvolvido pelo Ministério da Educação através da CAPES e do IFAM, junto à Prefeitura Municipal de Carauari e um conjunto de instituições públicas e privadas que integra o Fórum do Território Médio Juruá. O respectivo evento é uma continuação do primeiro Circuitos das Águas realizado em fevereiro de 2019. O Projeto Escola Ribeirinha Sustentável tem como objetivo promover mudanças culturais voltadas à sustentabilidade socioambiental nas comunidades rurais do Médio Juruá, incluindo a Educação Ambiental na formação dos professores, tendo a água como matriz ecopedagógica.

    O Território do Médio Juruá situa-se em uma região do estado do Amazonas que reúne exuberante biodiversidade e expressiva organização social. Ali, a geração de renda com a manutenção da floresta em pé revela-se vocação natural, sobretudo pela existência de duas unidades de conservação (UCs) – a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) de Uacari e a Reserva Extrativista (Resex) do Médio Juruá – que juntas somam uma área de aproximadamente um milhão de hectares, além das Terras Indígenas do Rio Biá e do Deni/Rio Xeruã.

    Nos anos de 1990, a luta dos extrativistas e o movimento em torno da defesa das florestas fizeram surgir associações e cooperativas empenhadas em reviver e ressignificar os meios de vida tradicionas, fortalecendo a inserção dos produtos da biodiversidade no mercado nacional. A criação das UCs gerou oportunidades para o uso sustentável dos recursos naturais da região, concentrando investimentos e políticas públicas voltadas, sobretudo, para o uso dos ativos da biodiversidade por meio de atividades produtivas sustentáveis.

    O apoio de instituições governamentais, organizações não governamentais, empresas e instituições de ensino e pesquisa ensejou a criação do Fórum de Desenvolvimento Territorial do Médio Juruá em 2014. Mais do que gerar renda e manter a floresta em pé com o fomento das cadeias produtivas do ativo da biodiversidade amazônico, o Fórum pretende estimular a organização social, garantindo a participação das comunidades locais na gestão territorial e favorecendo objetivos compartilhados.

    Foi nesse cenário que se deu o II Circuito das Águas, momento muito rico de reflexão e troca de saberes e vivências acerca desse elemento essencial, místico e sagrado: a água doce, a Amazônia azul. A água está intimanete relacionada com a vida na Amazônia, ela dita a dinâmica de vida de humanos, da fauna e da flora com as cheias e vazantes dos grandes rios, que dominam a grande floresta e contribuem para a biodiversidade. O evento aconteceu no Centro da Juventude do município e contou com a participação de mais de 130 pessoas, na sua grande maioria professores e professoras da zona rural da rede municipal de educação, entre eles, professores indígenas das etnias Kanamari e Kulina e jovens protagonistas das duas Unidades de Conservação. Esses participantes terão a função de multiplicadores dos conhecimentos adquiridos em suas comunidades.

    A programação do evento foi composta de seminários e palestras pela parte da manhã e oficinais a tarde, com três eixos formativos: Com-Vida (Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida), considerado pelo MEC um Guia de Tecnologias Educacionais e de gestão da educação, que contribui para promover a qualidade da educação nos sistemas públicos de ensino; Ecotécnicas (captação de água da chuva, implementação de banheiros seco, coleta seletiva, compostagem, horta escolar, filtragem de água, entre outros) e Ecomunicação (jornal, rádio, vídeo, web, pintura, teatro e música), concebido como um processo de registro e posterior reflexão sobre as práticas realizadas e sua divulgação nas redes sociais. Essas ações têm o propósito de preparar o Festival das Águas do Médio Juruá, que será um grande evento previsto para fevereiro do ano de 2020.

    Na oportunidade, foi apresentado o vídeo da Cesta de Bens e Serviços Territoriais (CBST) para algumas lideranças do Fórum do Território do Médio Juruá (Associação dos Produtores Rurais de Carauari – AMARU, ICMBio – Resex do Médio Juruá, Casa Familiar Rural de Capinas, Fundação Amazonas Sustentável – FAS e Fundação Natura). A CBST se apresentou como uma novidade para a maioria dos presentes, que não conheciam essa estratégia de desenvolvimento territorial. Isso rendeu um bom diálogo após o vídeo. Eles se mostraram entusiasmados quanto à possibilidade de se trabalhar de forma integrada com os recursos territoriais, o turismo em comunidades agroextratisvistas e um sígno distintivo (marca territorial) que diferencie e valorize os produtos no mercado. O enfoque da Cesta foi considerado pelos presentes uma oportunidade de fortalecer, promover e registrar ações que já vem sendo desenvolvidas por diversos atores do território, tendo os seguintes principais produtos territoriais: o majeno do pirarucu em lagos preservados, extração e comercialização do óleo de andiroba, manejos de quelônios e florestal comunitário, entre outros. Porém, ficou a dúvida de como que a Cesta de Bens e Serviços Territoriais poderia ser ressignificada e adaptada para a realidade amazônica? Tem-se, portanto, uma porta aberta para, quem sabe, se estabelecer uma parceria Norte-Sul entre o PGA e o conjunto de organizações que integram o Fórum de Desenvolvimento Territorial do Médio Juruá.


  • Lançado Retratos da Agricultura Familiar 7 – Ouro

    Publicado em 22/07/2019 às 13:09

    Este número da Série Retratos da Agricultura Familiar dedica-se ao município de Ouro, localizado no Oeste do estado de Santa Catarina. Acesse o e-book aqui.

    A pesquisa de campo, que embasa esta publicação, foi realizada durante a disciplina Vivência em Agricultura Familiar (VAF), ministrada semestralmente aos cursos de Agronomia e Zootecnia, do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina (CCA/UFSC), campus Florianópolis. Entre os dias 11 e 31 de agosto de 2016, estudantes matriculados na VAF realizaram um levantamento socioeconômico e ambiental com os agricultores familiares que lhes receberam durante a etapa de campo da disciplina.

    A VAF é realizada em diferentes municípios de Santa Catarina e envolve famílias de agricultores selecionadas para receber estudantes de graduação durante 21 dias nas suas unidades produtivas (UP). Nesse período, os estudantes, cuja maioria é da 4ª fase dos cursos de Agronomia e Zootecnia, se integram ao grupo familiar num processo denominado de vivência.


  • Cooperativismo é alternativa para o desenvolvimento

    Publicado em 15/07/2019 às 11:20

    Em reportagem especial da Assembleia Legislativa de SC, professor do Lemate analisa a situação do cooperativismo no país

    Professor do Laboratório de Estudos da Multifuncionalidade Agrícola e do Território (Lemate) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Fabio Luiz Burigo é pesquisador do cooperativismo. Para ele, embora na região Sul esse sistema econômico, quando comparado ao restante do país, seja mais disseminado e desenvolvido, ele não é encarado como uma opção para o desenvolvimento do país e para a solução dos problemas sociais.

    “O cooperativismo é valorizado quando as pessoas veem os resultados, mas não é visto como uma saída para resolver os grandes problemas sociais e econômicos do país”, considera. É um modelo que pode ser bom para criar uma nova forma de convívio social.”

    Os resultados apresentados pelo cooperativismo catarinense nos últimos anos, na avaliação de Burigo, mostram que esse modelo suporta melhor os períodos de crise. Mesmo assim, para o professor, falta uma cultura cooperativista no Brasil. “Embora o país tenha uma vocação para o empreendedorismo, ela é muito individualista”, considera.

    Legislação
    Para Burigo, a criação de um novo marco legal para o cooperativismo seria um importante passo para alterar esse cenário. “A atual legislação é antiga, de 1971. É uma legislação que não se renovou com a redemocratização e na Constituição de 1988”, considera. “Falta um marco legal, coerente com as demandas sociais que podem ser atingidas pelo cooperativismo, com o desenvolvimento econômico e social.”

    Atualmente, está em tramitação na Câmara dos Deputados proposta já aprovada pelo Senado Federal. “É um projeto que organiza a casa. Cria um marco legal que reconhece as cooperativas ligadas à OCB e as menores, ligadas à economia solidária. Trata da destinação de recursos.”

    O professor reconhece que há iniciativas do poder público em prol do cooperativismo, no entanto, elas são isoladas e por vezes contraditórias. Um novo marco legal poderia resultar na criação de uma política única, mas abrangente, que unificasse as ações já existentes.

    O ramo de crédito é considerado pelo professor um exemplo bem-sucedido da relevância do cooperativismo. A possibilidade da livre admissão de associados e a atuação forte do Banco Central do Brasil no controle do sistema explicam, na avaliação de Burigo, esse sucesso. “É um modelo com mais transparência, com mais controle, que possibilita ao cooperativismo de crédito ser uma alternativa à excessiva concentração do sistema bancário brasileiro”, comenta.

    Educação
    Burigo afirma que ainda há muito o que ser desenvolvido no cooperativismo brasileiro, em especial no meio urbano. Por isso, defende que o assunto seja abordado nas escolas.

    “Educação não é apenas capacitação e treinamento. De fazer a gestão coletiva, de ser coletivo, de entender que o sistema tem suas vantagens e deveres”, afirma. “Mas essa é uma mudança de cultura, que tem que ser feita no longo prazo.”


  • Membro do LEMATE ministra palestra no I Seminário Regional Sobre Produção Artesanal de Queijos e Derivados de Leite Cru (Seara/SC)

    Publicado em 15/07/2019 às 09:41

    A pós-doutoranda voluntária do PGA/LEMATE Andréia Tecchio ministrou uma palestra intitulada “Produção artesanal de queijos e derivados de leite cru em Seara/SC”, no I Seminário Regional Sobre Produção Artesanal de Queijos e Derivados de Leite Cru, realizado em Seara/SC, no dia 04 de julho de 2019. A palestra foi ministrada em parceria com Valdir Magri, Aline Siminski Bellincanta e Ezequiel Giaretta, coordenaores das ações junto a 1ª Fortaleza do Slow Food do Brasil de queijos de leite cru, denominada “Grupo de Queijo Colonial de Leite Cru de Seara”. Neste Seminário, também foram discutidos temas como segurança alimentar e nutricional, relação entre produtores e consumidores e uso do leite cru para produção de queijos e derivados, cujas palestras foram ministradas respectivamente por Renato Maluf (CPDA/UDRRJ), Pedro Xavier da Silva (Slow Food) e Patrícia F. Schons (IFSC, campus São Miguel do Oeste). Estiveram presentes mais de 170 pessoas, entre elas, agricultores, professores universitários, estudantes e agentes públicos de assistência técnica e extensão rural.

    Este Seminário foi realizado no âmbito do projeto de pesquisa-ação “Rumo à sustentabilidade alimentar: reformular a coexistência de diferentes sistemas alimentares na América do Sul e África”, coordenado pela Universidade de Berna/Suíça, do qual a pós-doutoranda participa. Em Seara, este projeto desenvolve ações de qualificação da cadeia produtiva e articula junto aos poderes executivo e legislativo a implementação de uma lei municipal que permita a comercializações de queijos e derivados de leite cru no mercado formal. Os recentes avanços em relação a legislação de queijos e derivados de leite cru consistem na aprovação da Lei 13.680 de 14 de junho de 2018 e Lei 17.486 de 16 de janeiro de 2018, esta última, pelo Estado de Santa Catarina.


  • II Seminário de Pesquisa Estratégias e Práticas Alimentares de Famílias Agrícolas do Oeste Catarinense

    Publicado em 08/07/2019 às 08:21

    O prof. Cazella e a pós-doutoranda voluntária do PGA/LEMATE Andréia Tecchio participaram como palestrantes do II Seminário de Pesquisa Estratégias e Práticas Alimentares de Famílias Agrícolas do Oeste Catarinense realizado na EPAGRI/CEPAF de Chapecó (SC) no dia 04 de julho de 2019. Na oportunidade apresentaram, respectivamente, os tema dos “Sistemas agrícolas e alimentares de famílias rurais: análise da multilocalização familiar na região Oeste de Santa Catarina” e “As práticas produtivas e alimentares no espaço rural do Oeste de Santa Catarina: a ação pública na busca e na crítica à modernidade.

    Durante o evento, foram apresentados e debatidos os principais resultados de dois projetos de pesquisa que estão sendo executados na região de Chapecó, a saber: “Governança alimentar e práticas das famílias agrícolas uma abordagem pelos fluxos de provisão de alimentos e a multilocalização familiar (GAPRA)” e “Caracterização da produção de alimentos para autoconsumo na região Oeste Catarinense”. Os dois pesquisadores do PGA/LEMATE integram o projeto GAPRA, que conta com a parceria com pesquisadores franceses ligados ao CIRAD e à UMR Art-Dév da Universidade de Montpellier.


  • Pesquisadores do LEMATE realizam pesquisa de campo na região do Planalto Norte Catarinense

    Publicado em 08/05/2019 às 14:08

    Entre os dias 22 e 26 de abril, os estudantes Fernando Prado e Marja Milano estiveram nos municípios de Canoinhas e Porto União, na região do Planalto Norte Catarinense, para realizar um estudo de caso relacionado ao modelo teórico-metodológico da Cesta de Bens e Serviços Territoriais.

    A abordagem da Cesta de Bens e Serviços Territoriais analisa iniciativas de atores locais que se articulam com o propósito de criar uma oferta heterogênea e coerente de produtos e serviços, valorizando, dentre outros quesitos, o saber-fazer, a cultura, a história e o ambiente natural, a exemplo de produtos típicos e serviços associados ao turismo rural, à paisagem natural e aos circuitos curtos de comercialização. Trata-se de uma abordagem voltada para processos de desenvolvimento ancorados nos potenciais ambientais, sociais, econômicos e culturais específicos de cada espaço geográfico, ao invés de focalizar em atividades e empreendimentos que simplesmente extraem os recursos dos mesmos.

    Nessa perspectiva, os estudantes realizaram visitas e entrevistas, buscando identificar recursos e ativos territoriais específicos, bem como as estruturas de intercâmbio entre os diferentes atores sociais (pesquisadores, sociedade civil, empresas privadas, órgãos públicos). Nesta etapa, a pesquisa teve ênfase na compreensão do processo de implementação da Indicação Geográfica (IG) da erva mate e no levantamento de iniciativas ligadas à agroecologia.

    Para a realização da pesquisa de campo foi fundamental o apoio da Floresta Nacional de Três Barras / ICMbio, onde os pesquisadores ficaram hospedados, e do escritório regional da Epagri, que auxiliou nos contatos com os atores locais. Esta atividade integra o projeto “O Enfoque da Cesta de Bens e Serviços Territoriais: modelo de análise do Desenvolvimento Territorial Sustentável”, que conta com apoio financeiro do CNPq/Edital Universal 2018.