Laboratório de Estudos da Multifuncionalidade Agrícola e do Território – LEMATE
  • Professor Cazella participa de atividades científicas em Porto Alegre

    Publicado em 15/09/2019 às 05:24

    Na segunda semana de setembro de 2019, o prof. Ademir Cazella participou de duas atividades científicas em Porto Alegre. A primeira como debatedor do Seminário Temático “Novas configurações da política pública no rural contemporâneo: perspectivas teóricas metodológicas” durante o IV Encontro Internacional Participação, Democracia e Políticas Públicas (PDPP) realizado em Porto Alegre entre 10 e 13/09/2019. O Seminário Temático foi coordenado pelas professoras Cátia Grisa (PGDR/UFRGS) e pela Cláudia Schimitt (CPDA/UFRRJ), ambas integrantes o Observatório de Políticas Públicas para Agricultura (OPPA/UFRRJ), do qual o professor Cazella também participa.

    A segunda atividade consistiu em proferir uma palestra no dia 12/09/2019 sobre o tema da “Governança alimentar e práticas das famílias agrícolas: uma abordagem pelos fluxos de provisão de alimentos e a multilocalização familiar”. Esse evento foi organizado pelos integrantes do Grupo de Estudos e Pesquisas em Alimentação, Agricultura e Desenvolvimento (GEPAD/UFRGS), que contou com a participação de estudantes de doutorado e mestrado, bem como de pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) e do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR/UFRGS).


  • Lançado Retratos da Agricultura Familiar 8 – São Joaquim

    Publicado em 09/09/2019 às 16:34

    Este número da Série Retratos da Agricultura Familiar dedica-se ao município de São Joaquim, localizado na região serrana do estado de Santa Catarina. Acesse o e-book aqui.

    A pesquisa de campo, que embasa esta publicação, foi realizada durante a disciplina Vivência em Agricultura Familiar (VAF), ministrada semestralmente aos cursos de Agronomia e Zootecnia, do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina (CCA/UFSC), campus Florianópolis. Entre os dias 09 e 29 de março de 2017, estudantes matriculados na VAF realizaram um levantamento socioeconômico e ambiental com os agricultores familiares que lhes receberam durante a etapa de campo da disciplina.

    A VAF é realizada em diferentes municípios de Santa Catarina e envolve famílias de agricultores selecionadas para receber estudantes de graduação durante 21 dias nas suas unidades produtivas (UP). Nesse período, os estudantes, cuja maioria é da 4ª fase dos cursos de Agronomia e Zootecnia, se integram ao grupo familiar num processo denominado de vivência.


  • Professor Cazella profere palestra em evento promovido por Amures e Cisama

    Publicado em 04/09/2019 às 19:20

    No dia 29/08/2019, o professor Cazella proferiu palestra sobre os temas do desenvolvimento territorial e do enfoque da Cesta de bens e serviços territoriais em evento organizado em conjunto pela Associação de Municípios da Região Serrana (Amures) e pelo Consórcio Intermunicipal Serra Catarinense (Cisama). No dia seguinte participou de uma reunião na sede da Amures com dirigentes do Cisama com o propósito de discutir parcerias entre essas organizações territoriais e o grupo de pesquisa que  coordena. Nessa reunião estiveram presentes, também, o mestrando Leonardo Souza do PGA, cuja pesquisa analisará o sistema de gestão da marca territorial Sabor Serrano, e o prof. Valério Turnes da Udesc, os quais integram a equipe  do projeto “O Enfoque da Cesta de Bens e Serviços Territoriais: modelo de análise do Desenvolvimento Territorial Sustentável” aprovado no Edital Universal do CNPq de 2018, que prevê pesquisa empírica na Região Serrana.


  • Membros do Lemate participam de congresso em Ilhéus/BA

    Publicado em 13/08/2019 às 13:26

    De 21 a 25 de julho do presente ano, membros do Lemate participaram do Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (SOBER) realizado na Universidade Estadual Santa Cruz – UESC, na cidade de Ilhéus. O 57º Congresso da SOBER teve como tema neste ano: Agricultura, Alimentação e Desenvolvimento. O Congresso é realizado anualmente pela entidade e reúne uma grande quantidade de renomados pesquisadores que estudam as diversas facetas ligados ao desenvolvimento rural no Brasil, sendo uma ótima oportunidade para intercâmbio de conhecimentos entre estudiosos no tema.

    Os membros do Lemate apresentaram os seguintes trabalhos:  “¡Sin consumo responsable de alimentos no hay soberania alimentaria! Um análisis de la heterogeneidade de la práctica alimentaria em Riobamba – Ecuador” de autoria da doutoranda Priscila Prado com participação do prof. Ademir Cazella.  A mestranda Stéfani Perez apresentou o trabalho: “Educação cooperativista – percepções sobre o programa agentes comunitários de desenvolvimento no cooperativismo de crédito – Cresol Águas Mornas” com a participação do prof. Fábio Búrigo e do mestrando Marcos Catelli.


  • Pesquisa de campo sobre “Cesta de bens e serviços territoriais” é realizada no Extremo-Oeste de Santa Catarina

    Publicado em 13/08/2019 às 11:41

    Entre os dias 05 e 09 de agosto, Andréia Tecchio, Pós-Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas da Universidade Federal de Santa Catarina (PGA/UFSC), Adinor Capellesso, professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), campus São Miguel do Oeste e Clovis Dorigon, pesquisador do Centro de Pesquisa para a Agricultura Familiar da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Cepaf/Epagri), realizaram pesquisa de campo na região do Extremo-Oeste de Santa Catarina.

    O objetivo principal consistiu em identificar bens, produtos e serviços que são específicos da região do Extremo-Oeste e estão sendo usados, ou que podem ser mobilizados para promover o desenvolvimento territorial. No total, foram realizadas 14 entrevistas com agentes públicos, privados e cooperativos de diferentes esferas de atuação, em seis municípios.

    Esta atividade está vinculada a pesquisa de Pós-Doutorado de Andréia Tecchio e integra o projeto “O Enfoque da Cesta de Bens e Serviços Territoriais: modelo de análise do Desenvolvimento Territorial Sustentável”, que conta com apoio financeiro do CNPq/Edital Universal 2018 e é coordenado pelo Lemate. Além do CNPq, para a realização da pesquisa de campo foi fundamental o apoio do IFSC e da Epagri.


  • Membros do Lemate participam de dia de integração com a Cresol

    Publicado em 07/08/2019 às 08:14

    No dia 16 de julho de 2019, o professor Anderson Luiz Romão, a pós-doutoranda Ana Cecília e os mestrandos Marcos Catelli e Eloiza participaram de um dia de integração de conhecimentos com membros da Central Cresol Baser e do Cresol Instituto, na sede da Central, localizada no município de Francisco Beltrão – Paraná. Essa viagem foi realizada pelos membros do Lemate supracitados, em virtude do desenvolvimento do projeto de Educação Cooperativista desenvolvido pelo laboratório de pesquisa junto à Cresol Vale Europeu.

    Os membros tiveram a oportunidade de conhecer mais sobre o processo histórico da cooperativa de crédito rural solidário da agricultura familiar e quais as perspectivas futuras da mesma em um debate com o vice presidente da Instituição Luiz Levi Tomacheski. Posteriormente, conheceram sobre um projeto de monitoramento dos projetos de crédito rural via sensoriamento remoto que a Cresol vem tentando viabilizar para os seus cooperados.

    Outro momento de fundamental importância foi a integração de saberes com os colaboradores do Cresol Instituto, no qual foram apresentados os programas educacionais realizados pela cooperativa de crédito. Também foi destacado a importância de realizar parcerias para o fortalecimento destes projetos, a exemplo da parceria que pode ser melhor articulada entre a UFSC (Lemate) e o sistema Cresol, por meio da utilização do mecanismo de Educação a distância.

    Por fim, foram apresentadas informações referentes ao monitoramento do desempenho social das cooperativas.


  • Pesquisa de campo sobre “Cesta de bens e serviços territoriais” é realizada em Urubici – região da Serra Catarinense

    Publicado em 27/07/2019 às 09:03

    Nos dias 18 e 19 de julho, a professora Thaise Guzzatti (Educação do Campo/UFSC), a doutoranda Marja Milano (PGA/ UFSC/ Lemate) e as estudantes de graduação em Educação do Campo Magdielly e Kátila (Pet Educampo) estiveram em Urubici, na região da Serra Catarinense, para dar continuidade aos estudos relacionados à Cesta de Bens e Serviços Territoriais (CBST) como uma possível estratégia de desenvolvimento territorial.

    O objetivo principal desta etapa da pesquisa foi identificar e analisar estratégias de ativação de recursos territoriais específicos da Serra Catarinense, em especial o (agro)turismo, bem como sua contribuição na constituição de uma CBST. Nessa perspectiva, as pesquisadoras aproveitaram o período de alta temporada para conduzir entrevistas com turistas que visitam a região e também com diferentes atores locais ligados ao turismo, tais como guias, empresários, agricultores que atuam no turismo rural e representantes do poder público municipal (Secretaria de Turismo), estadual (Epagri) e federal (ICMbio).

    Para a realização da pesquisa de campo foi fundamental o apoio financeiro do Sebrae e do PET Educampo e o apoio técnico do escritório regional da Epagri, em especial da extensionista Claudia Maria Schmitz. Esta atividade integra o projeto “O Enfoque da Cesta de Bens e Serviços Territoriais: modelo de análise do Desenvolvimento Territorial Sustentável”, que conta com apoio financeiro do CNPq/Edital Universal 2018.


  • Membro do LEMATE participa de evento na Amazônia

    Publicado em 25/07/2019 às 09:47

    O mestrando do PGA/LEMATE e servidor do Instituto Federal de Educação do Amazonas (IFAM), Leonardo Moura de Souza, integrou a equipe organizadora do II Circuito das Águas do Médio Juruá, ocorrido entre os dias 8 e 10 de julho no municícipio de Carauarí – Amazonas. Este evento faz parte do Projeto Escola Ribeirinha Sustentável, desenvolvido pelo Ministério da Educação através da CAPES e do IFAM, junto à Prefeitura Municipal de Carauari e um conjunto de instituições públicas e privadas que integra o Fórum do Território Médio Juruá. O respectivo evento é uma continuação do primeiro Circuitos das Águas realizado em fevereiro de 2019. O Projeto Escola Ribeirinha Sustentável tem como objetivo promover mudanças culturais voltadas à sustentabilidade socioambiental nas comunidades rurais do Médio Juruá, incluindo a Educação Ambiental na formação dos professores, tendo a água como matriz ecopedagógica.

    O Território do Médio Juruá situa-se em uma região do estado do Amazonas que reúne exuberante biodiversidade e expressiva organização social. Ali, a geração de renda com a manutenção da floresta em pé revela-se vocação natural, sobretudo pela existência de duas unidades de conservação (UCs) – a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) de Uacari e a Reserva Extrativista (Resex) do Médio Juruá – que juntas somam uma área de aproximadamente um milhão de hectares, além das Terras Indígenas do Rio Biá e do Deni/Rio Xeruã.

    Nos anos de 1990, a luta dos extrativistas e o movimento em torno da defesa das florestas fizeram surgir associações e cooperativas empenhadas em reviver e ressignificar os meios de vida tradicionas, fortalecendo a inserção dos produtos da biodiversidade no mercado nacional. A criação das UCs gerou oportunidades para o uso sustentável dos recursos naturais da região, concentrando investimentos e políticas públicas voltadas, sobretudo, para o uso dos ativos da biodiversidade por meio de atividades produtivas sustentáveis.

    O apoio de instituições governamentais, organizações não governamentais, empresas e instituições de ensino e pesquisa ensejou a criação do Fórum de Desenvolvimento Territorial do Médio Juruá em 2014. Mais do que gerar renda e manter a floresta em pé com o fomento das cadeias produtivas do ativo da biodiversidade amazônico, o Fórum pretende estimular a organização social, garantindo a participação das comunidades locais na gestão territorial e favorecendo objetivos compartilhados.

    Foi nesse cenário que se deu o II Circuito das Águas, momento muito rico de reflexão e troca de saberes e vivências acerca desse elemento essencial, místico e sagrado: a água doce, a Amazônia azul. A água está intimanete relacionada com a vida na Amazônia, ela dita a dinâmica de vida de humanos, da fauna e da flora com as cheias e vazantes dos grandes rios, que dominam a grande floresta e contribuem para a biodiversidade. O evento aconteceu no Centro da Juventude do município e contou com a participação de mais de 130 pessoas, na sua grande maioria professores e professoras da zona rural da rede municipal de educação, entre eles, professores indígenas das etnias Kanamari e Kulina e jovens protagonistas das duas Unidades de Conservação. Esses participantes terão a função de multiplicadores dos conhecimentos adquiridos em suas comunidades.

    A programação do evento foi composta de seminários e palestras pela parte da manhã e oficinais a tarde, com três eixos formativos: Com-Vida (Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida), considerado pelo MEC um Guia de Tecnologias Educacionais e de gestão da educação, que contribui para promover a qualidade da educação nos sistemas públicos de ensino; Ecotécnicas (captação de água da chuva, implementação de banheiros seco, coleta seletiva, compostagem, horta escolar, filtragem de água, entre outros) e Ecomunicação (jornal, rádio, vídeo, web, pintura, teatro e música), concebido como um processo de registro e posterior reflexão sobre as práticas realizadas e sua divulgação nas redes sociais. Essas ações têm o propósito de preparar o Festival das Águas do Médio Juruá, que será um grande evento previsto para fevereiro do ano de 2020.

    Na oportunidade, foi apresentado o vídeo da Cesta de Bens e Serviços Territoriais (CBST) para algumas lideranças do Fórum do Território do Médio Juruá (Associação dos Produtores Rurais de Carauari – AMARU, ICMBio – Resex do Médio Juruá, Casa Familiar Rural de Capinas, Fundação Amazonas Sustentável – FAS e Fundação Natura). A CBST se apresentou como uma novidade para a maioria dos presentes, que não conheciam essa estratégia de desenvolvimento territorial. Isso rendeu um bom diálogo após o vídeo. Eles se mostraram entusiasmados quanto à possibilidade de se trabalhar de forma integrada com os recursos territoriais, o turismo em comunidades agroextratisvistas e um sígno distintivo (marca territorial) que diferencie e valorize os produtos no mercado. O enfoque da Cesta foi considerado pelos presentes uma oportunidade de fortalecer, promover e registrar ações que já vem sendo desenvolvidas por diversos atores do território, tendo os seguintes principais produtos territoriais: o majeno do pirarucu em lagos preservados, extração e comercialização do óleo de andiroba, manejos de quelônios e florestal comunitário, entre outros. Porém, ficou a dúvida de como que a Cesta de Bens e Serviços Territoriais poderia ser ressignificada e adaptada para a realidade amazônica? Tem-se, portanto, uma porta aberta para, quem sabe, se estabelecer uma parceria Norte-Sul entre o PGA e o conjunto de organizações que integram o Fórum de Desenvolvimento Territorial do Médio Juruá.


  • Lançado Retratos da Agricultura Familiar 7 – Ouro

    Publicado em 22/07/2019 às 13:09

    Este número da Série Retratos da Agricultura Familiar dedica-se ao município de Ouro, localizado no Oeste do estado de Santa Catarina. Acesse o e-book aqui.

    A pesquisa de campo, que embasa esta publicação, foi realizada durante a disciplina Vivência em Agricultura Familiar (VAF), ministrada semestralmente aos cursos de Agronomia e Zootecnia, do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina (CCA/UFSC), campus Florianópolis. Entre os dias 11 e 31 de agosto de 2016, estudantes matriculados na VAF realizaram um levantamento socioeconômico e ambiental com os agricultores familiares que lhes receberam durante a etapa de campo da disciplina.

    A VAF é realizada em diferentes municípios de Santa Catarina e envolve famílias de agricultores selecionadas para receber estudantes de graduação durante 21 dias nas suas unidades produtivas (UP). Nesse período, os estudantes, cuja maioria é da 4ª fase dos cursos de Agronomia e Zootecnia, se integram ao grupo familiar num processo denominado de vivência.


  • Cooperativismo é alternativa para o desenvolvimento

    Publicado em 15/07/2019 às 11:20

    Em reportagem especial da Assembleia Legislativa de SC, professor do Lemate analisa a situação do cooperativismo no país

    Professor do Laboratório de Estudos da Multifuncionalidade Agrícola e do Território (Lemate) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Fabio Luiz Burigo é pesquisador do cooperativismo. Para ele, embora na região Sul esse sistema econômico, quando comparado ao restante do país, seja mais disseminado e desenvolvido, ele não é encarado como uma opção para o desenvolvimento do país e para a solução dos problemas sociais.

    “O cooperativismo é valorizado quando as pessoas veem os resultados, mas não é visto como uma saída para resolver os grandes problemas sociais e econômicos do país”, considera. É um modelo que pode ser bom para criar uma nova forma de convívio social.”

    Os resultados apresentados pelo cooperativismo catarinense nos últimos anos, na avaliação de Burigo, mostram que esse modelo suporta melhor os períodos de crise. Mesmo assim, para o professor, falta uma cultura cooperativista no Brasil. “Embora o país tenha uma vocação para o empreendedorismo, ela é muito individualista”, considera.

    Legislação
    Para Burigo, a criação de um novo marco legal para o cooperativismo seria um importante passo para alterar esse cenário. “A atual legislação é antiga, de 1971. É uma legislação que não se renovou com a redemocratização e na Constituição de 1988”, considera. “Falta um marco legal, coerente com as demandas sociais que podem ser atingidas pelo cooperativismo, com o desenvolvimento econômico e social.”

    Atualmente, está em tramitação na Câmara dos Deputados proposta já aprovada pelo Senado Federal. “É um projeto que organiza a casa. Cria um marco legal que reconhece as cooperativas ligadas à OCB e as menores, ligadas à economia solidária. Trata da destinação de recursos.”

    O professor reconhece que há iniciativas do poder público em prol do cooperativismo, no entanto, elas são isoladas e por vezes contraditórias. Um novo marco legal poderia resultar na criação de uma política única, mas abrangente, que unificasse as ações já existentes.

    O ramo de crédito é considerado pelo professor um exemplo bem-sucedido da relevância do cooperativismo. A possibilidade da livre admissão de associados e a atuação forte do Banco Central do Brasil no controle do sistema explicam, na avaliação de Burigo, esse sucesso. “É um modelo com mais transparência, com mais controle, que possibilita ao cooperativismo de crédito ser uma alternativa à excessiva concentração do sistema bancário brasileiro”, comenta.

    Educação
    Burigo afirma que ainda há muito o que ser desenvolvido no cooperativismo brasileiro, em especial no meio urbano. Por isso, defende que o assunto seja abordado nas escolas.

    “Educação não é apenas capacitação e treinamento. De fazer a gestão coletiva, de ser coletivo, de entender que o sistema tem suas vantagens e deveres”, afirma. “Mas essa é uma mudança de cultura, que tem que ser feita no longo prazo.”